terça-feira, 13 de abril de 2010

Promotor Eleitoral de Esperantina entrou com recurso solicitando a cassação do prefeito de Esperantina


O promotor eleitoral da comarca de Esperantina, Dr° Fernando Soares, protocolou na última quinta-feira (8) no cartório eleitoral do Fórum Desembargador Walter Carvalho Miranda, um recurso solicitando a cassação do prefeito de Esperantina, Francisco Antonio, em resposta a sentença da meritíssima juíza de direito, Drª. Elvanice Pereira Frota Gomes, que absolveu o atual prefeito Chico Antonio, por entender que não existe provas que venha a comprovar o uso do poder político e econômico do prefeito nas últimas eleições municipais.

Segundo Raul Ventura, chefe do cartório eleitoral de Esperantina, informou que as partes foram intimadas para apresentarem suas contra-razões (são as respostas ao recurso, na qual a parte recorrida deve argumentar que a sentença está correta e o recurso não deve ser acolhido). E no curto espaço de tempo todo o processo da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) 200 deverá ser enviada para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) em Teresina para ser apreciado pelos desembargadores e depois terá um novo julgamento, onde o TRE irá decidir sobre a absolvição ou cassação do prefeito Francisco Antonio de Esperantina.

“O Governo praticamente se transferiu para a cidade de Esperantina, com construções de estradas, calçamento, construção de inúmeros chafarizes em pleno funcionamento com caixa d´agua, instalação de eletrificação rural e outras obras na parte urbana da cidade”, disse Dr° Fernando Soares.

“Torço para que seja reformada a sentença da juíza e pra que fique consagrado o respeito pelos cidadãos de Esperantina, especialmente os eleitores, que viram seus direitos de votarem violados, através da compra de sufrágio por órgãos do estado do Piauí em beneficio de candidatos eleitos”, afirmou o promotor.

O promotor falou ainda que está trabalhando no processo porque ele tem cem por cento de certeza que o atual prefeito de Esperantina abusou do poder político e econômico durante as eleições municipais em 2008.

“As provas existem e elas estão vivas, se mexendo dentro do processo e enquanto eles não pararem eu também não paro”, falou o promotor.

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